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A pergunta entrou em mim áspera dolorida, exigindo sair como uma tempestade de lágrimas. Mas as respostas eram mais necessárias do que meu choro. Engoli todos os espinhos, minha garganta ferida conseguiu apenas dizer “não sei, mas todo mundo fica bem um dia, não é?”. De fato, após dias, semanas ou meses, a dor no peito passa, as feridas saram, as lágrimas secam e as coisas ficam relativamente melhores. Não havia meia verdade em minhas palavras. Você se tranquilizou porque fez a pergunta errada.
Se houvesse perguntado: “e se tudo terminasse, para onde você iria?” a resposta talvez fosse preocupante. Pois só assim eu me daria conta de quão solitária eu realmente era. Era tão avessa à sociedade que buscava os pequenos subterfúgios para fingir que tinha companhia. Estava novamente perdida em meio a correnteza, e se eu fosse mesmo uma água-viva, não poderia lutar contra ela mesmo que ela me levasse a um buraco na areia. Sua mão estava me soltando, e para onde eu iria?
Não sei, mas a gente precisa se perder para poder se encontrar, não é?

E pra mim, os sorrisos de algumas pessoas são insubstituíveis.(apenas-um-louco)

De repente surgirá alguém na sua vida, que mostrará que vale a pena acreditar no “felizes para sempre”.